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O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD: MARCIA CASTRO

De tempos em tempos surgem novos nomes no cenário da MPB nacional que se destacam dos demais pela qualidade do trabalho que realizam. Hoje a coluna O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD vai mostrar um pouco do trabalho de um desses grandes nomes, vamos falar da cantora MARCIA CASTRO.

Nascida na Bahia, e com todo o swing peculiar do povo baiano, MARCIA CASTRO começou a tocar seus acordes em 1995, ainda com apenas 16 anos de idade estudando canto e violão. Mais tarde ingressou na Escola de Música da Universidade da Bahia dedicando-se ao estudo aprofundado da Música Popular Brasileira.

Como diversas outras cantoras, MARCIA CASTRO também começou no teatro, participando como cantora e violonista em diversos espetáculos em Salvador. Ainda nessa época a cantora já fazia diversos shows pela capital baiana, inclusive abrindo shows de artistas como Belchior e Elomar.

A partir daí a cantora não parou mais de crescer e se destacar no cenário nacional. Em 2003 com o show “No Arco da Lua, a Linha do Sol”, ganhou nada mais, nada menos, que três Troféus Caymmi: cantora revelação, melhor composição (Queda, de Luciano Bahia) e melhor direção artística (de Hebe Alves).

Seu primeiro CD foi lançado em 2007. “Pecadinho” supera todas as expectativas quando lembramos que é só o trabalho de estreia de MARCIA CASTRO. O trabalho foi resultado da conquista do Prêmio Brasken de Arte e Cultura de 2006 que premia revelações incentivando e patrocinando o lançamento de obras inéditas.

Celebrando os ritmos brasileiros, em “Pecadinho” encontramos muito frevo, samba e batuques baianos, mas também singelas pitadas de jazz, pop e recursos eletrônicos.

A música que da o nome ao CD, “Pecadinho” é uma composição de Tuzé de Abreu e Tom Zé, este último que após ouvir o disco declarou-se fã da cantora e fez uma participação especial no clipe da música.

O CD conta ainda com a participação especial de Zélia Duncan que divide os vocais com MARCIA CASTRO na faixa “Barulho”.

O sucesso de seu primeiro disco gerou o convite para participar dos shows da cantora argentina Mercedes Sosa em 2008, com apresentações em Roma, Alemanha, Israel, Recife, Maceió, Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis e Rio de Janeiro.

Mais tarde, em 2010, após a morte de Mercedes Sosa, participaria de uma grande homenagem à cantora ao lado de outros grandes nomes da MPB.

Seu segundo disco, “De Pés no Chão” foi lançado este ano. Na opinião deste editor MARCIA CASTRO superou-se com o lançamento de mais uma obra prima. Destaque para a versão de “Preta, Pretinha”, sucesso imortalizado pelo grupo Novos Baianos.

Vale muito a pena conhecer o trabalho de MARCIA CASTRO que, com certeza, ainda estará nos holofotes por muitos anos.

Saiba mais sobre a cantora aqui: facebook, twitter, youtube e flickr.

Até semana que vem.

Boas melodias!

O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD: DANIEL CONTI

Hoje a coluna O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD vai falar um pouco sobre DANIEL CONTI, um cantor e compositor da nova geração de grandes artistas brasileiros que, com seu timbre singular e latente emoção externada em sua voz e composições, tem tudo para ser um dos próximos nomes a despontar nos presenteando com seu belo talento.

Já disse isso aqui outras vezes, mas nunca é demais reafirmar, nossa MPB é um celeiro de grandes talentos que se renova e se completa.

No entanto é notório o maior número de cantoras surgindo no cenário nacional, sobretudo no eixo Rio-São Paulo, algumas vezes sendo apenas mais do mesmo. Mesmos timbres, mesmas baladas e mesmos acordes.

Os mais pessimistas chegam a defender que nos últimos anos a MPB passou por uma industrialização com diversas cantoras, mesmo talentosas, perdendo sua originalidade para seguir a mesma “receita de bolo” que faz sua música chegar às principais estações de radio do país e um dia atingir o tão sonhado ápice: ser tema de um personagem em uma novela qualquer.

Mas garimpando (e a função dessa coluna é “garimpar”) em bares, internet, saraus e no boca-a-boca de amigos, como se encontrássemos uma pepita de ouro no meio de diversas pedras, encontramos musicistas que, para o bem de nossos ouvidos e do nosso coração, produzem boa música a moda antiga, sem perder sua originalidade, criatividade, inventividade e enorme talento. Sem dúvidas DANIEL CONTI pertence a este time dos grandes compositores e cantores.

Nascido na cidade de Indaiatuba em São Paulo, DANIEL CONTI é compositor, cantor e violonista. Quem assiste suas apresentações não consegue identificar no que o artista se destaca mais, pois Daniel exerce as três funções com singular maestria.

Formado em Violão Popular pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e em canto popular pela Universidade Livre de Música (ULM, atual EMESP), DANIEL CONTI não é mais um aventureiro dentre tantos na noite paulistana.

Dono de um timbre de voz doce, porém encorpado e potente, DANIEL CONTI consegue emocionar seus ouvintes a cada estrofe cantada, a cada acorde tocado. Basta ouvi uma única canção do artista que já se nota que seu trabalho se destaca de tudo aquilo que estamos acostumados a ouvir nos últimos anos quando o assunto é MPB.

É importante frisar que, quando este editor fala em MPB, esta falando do nome que os brasileiros deram a um estilo musical que congrega as mais variadas influências em um mesmo caldeirão, tendo como ingredientes os mais diversos rítimos nacionais e internacionais. E é isso que DANIEL CONTI faz transitando de forma espetacular entre o rock, o pop, o jazz, o baião, o forró, o samba, dentre outros.

Na humilde opinião deste editor, o que torna o trabalho deste artista tão brilhante é o talento para compor, seja sozinho ou em parcerias com outros nomes da jovem safra de novos artistas. As canções de Daniel externam um elevado grau de emoção em letras e arranjos lindos e que realmente o coloca em posição de destaque na seleta lista dos grandes compositores da mais recente história da música popular brasileira.

Seu primeiro CD chamado “Pluralidade” foi lançado em 2008 quando o artista ainda morava em Indaiatuba e é recheado de lindas composições. Destaque para as canções “Maracatu de Mim”, “Surpresa” e “Seilaoquê”. Ouça o CD clicando aqui.

Morando na capital paulista já há algum tempo, mais maduro e experimentado, DANIEL CONTI esta no processo de gravação de seu segundo CD.

O segundo trabalho do artista ainda não esta pronto, mas duas canções já são destaque em suas apresentações. O delicioso baião “Baião de Um” que tem ganhado o primeiro lugar em diversos festivais pelo Estado de São Paulo e a linda “Estadia” que emociona qualquer apreciador de boa música.

DANIEL CONTI, um nome que ainda ouviremos muito por ai.

Conheça mais sobre o trabalho do artista e fique atento a agenda de shows: facebook, twitter, myspace e youtube.

Semana que vem tem mais.

Boas melodias!

O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD: FILIPE CATTO

Hoje a coluna O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD vai até Porto Alegre para mostrar um pouco do trabalho desse jovem cantor e compositor que está agitando o mercado fonográfico brasileiro nos últimos meses com a promessa de ser o novo Ney Matogrosso.

Vamos falar um pouco do trabalho de FILIPE CATTO.

Ainda criança FILIPE CATTO cantava com seu pai em bailes e festas, algumas vezes para grandes plateias de até 3 mil pessoas.

Ambientado ao palco desde muito cedo, quando sentiu-se amadurecido para tanto lançou seu primeiro EP para download gratuito na internet que o projetou nacionalmente ganhando destaque em toda a imprensa especializada.

O que mais chama atenção no trabalho de FILIPE CATTO é seu timbre de voz. O cantor é um contratenor, timbre que se adéqua melhor a música erudita, no entanto, para FILIPE CATTO isso não é uma regra, a voz do cantor encaixa perfeitamente na música popular ao atingir graves típicos de barítono ou ainda um baixo que lembra uma voz feminina mais grave, daí sua semelhança com Ney Matogrosso.

Com composições que em geral falam de amor e de sua dramaticidade, o artista transita facilmente do Tango ao legítimo Samba-Canção, da pura MPB ao mais refinado Blues.

Vale a pena conferir o trabalho do artista!

Entrevista do cantor no Programa Jô Soares.

Semana que vem tem mais.

Boas melodias!

O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD: VANESSA BUMAGNY

Na última segunda-feira na abertura do show do novo disco do Zeca Baleiro em São Paulo, fui surpreendido por essa artista cujo trabalho eu ainda não conhecia, a talentosa VANESSA BUMAGNY.

VANESSA BUMAGNY nasceu em São Paulo, mas foi durante o período em que morou nos EUA que seu talento musical começou a dar os primeiros sinais cantando Mozart em um coral.

Mesmo cantando música erudita, a cantora cresceu escutando Luiz Gonzaga através de um disco que ganhou do pai, razão pela qual sua música tem características da mais genuína música popular brasileira.

Além da MPB, VANESSA BUMAGNY sempre ouviu muito Beatles e Prince, o que confere pitadas de Pop ao seu trabalho.

Em 1992 montou uma banda de forró, época em que conheceu Chico Cesar tornando-se backing-vocal do importante cantor e compositor. Conhece também nesta época Zeca Baleiro chegando a participar de um de seus shows.

Alguns anos depois, apresenta um show totalmente dedicado ao repertório da grande diva da MPB Dalva de Oliveira.

Em 1995 viaja para a Espanha e retorna com o convite para gravar o seu primeiro disco “De Papel” com produção de Alê Siqueira (co-produtor do álbum Tribalistas) e Dante Ozzetti lançado em 2004.

A música título do álbum, “De Papel” é uma parceria da VANESSA BUMAGNY com Zeca Baleiro, além da música “Borboleta de Papel” composta em parceria com Chico Cesar.

Mais tarde, em 2009, lança seu segundo disco “Pétala por Pétala” totalmente produzido por Zeca Baleiro. A música titulo do álbum é uma parceria de VANESSA BUMAGNY com Chico Cesar e que recentemente ficou muito conhecida através de uma versão na voz de Chico Cesar.

O show apresentado na última segunda-feira no HSBC Hall foi em um clima intimista, acompanhada apenas por violão é baixo, destacando a linda e afinada voz dessa grande cantora.

Vale a pena conferir o trabalho de VANESSA BUMAGNY, uma grande cantora e compositora com toda uma carreira ainda pela frente.

Semana que vem tem mais!

Boas Melodias

O QUE ESTA ROLANDO NO MEU IPOD: FELIPE CORDEIRO

Hoje a coluna O QUE ESTA ROLANDO NO MEU IPOD vai até Belém no Pará para mostrar a vocês leitores aquele que talvez seja o maior expoente na atualidade da sempre efervescente cena cultural paraense.

O Estado do Pará nos é conhecido por sempre revelar gente muito talentosa e com estilo próprio, fazendo um trabalho totalmente diferente daquilo que estamos acostumados aqui no eixo Rio-São Paulo. Orgulhando-se de afirmar que faz música Brega (reinventando o significado da palavra “brega”) e Regional, o Estado do Pará nos tem mostrado gratas surpresas com artistas que ultrapassam as fronteiras do Estado também fazendo sucesso na multicultural São Paulo.

E hoje vamos falar de um desses nomes, vamos falar do compositor, cantor e instrumentista FELIPE CORDEIRO que este ano lançou o disco “Kitsch Pop Cult” já aclamado pela crítica especializada.

FELIPE CORDEIRO é filho do guitarrista e produtor musical Manoel Cordeiro que foi um dos pioneiros da Lambada no Pará.

Crescendo sob influência dos mais variados ritmos, com apenas 11 anos de idade já estudava piano, teoria musical e bandolim.

Mais tarde, mais ainda com apenas 15 anos, começou a mostrar suas primeiras composições em festivais por todo o país, sendo premiado em diversos deles. Até então sua grande influência era a MPB tradicional.

Com o passar dos anos a música de FELIPE CORDEIRO foi obtendo uma identidade própria e diferente de tudo aquilo que o precedeu. Não há melhor definição para a música do artista do que a que consta em na biografia de seu site oficial: “Referencias que vão desde o underground paulistano  80’( a vanguarda de Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé e Luiz Tatit são muito presentes), passando pelo flash brega, pelo carimbó/lambada de mestre Pinduca e Alípio Martins, até o atual eletromelody das aparelhagens alucinógenas de Belém”.

Se fossemos definir FELIPE CORDEIRO em apenas uma palavra eu usaria o termo “inventivo”. Poucas vezes me deparei com o trabalho de um artista que sem medo algum de errar mistura as mais variadas influências e os mais diversos ritmos criando um som próprio.

Coincidência ou não, “Kitsch Pop Cult” foi produzido pelo mestre da inventividade André Abujamra.

Não há como negar que FELIPE CORDEIRO e o seu chamado “Brega-Cult” é o que há de mais interessante na atual cena alternativa brasileira. E esta não é só a opinião pessoal deste editor, mas sim o título que o cantor recebeu da imprensa especializada após o lançamento do “Kitsch Pop Cult” em show realizado no último 15 de março no SESC Vila Mariana em São Paulo.

E realmente “Kitsch Pop Cult” é um Brega que é Cullt. Cult é o adjetivo dado a determinados produtos da cultura popular que possuem um grupo especifico de fãs ávidos, um publico alternativo, mas exigente e que busca qualidade.

A principal música de trabalho do disco “Legal e Ilegal” tem a letra baseada em uma entrevista em que o então punk João Gordo falava sobre drogas e que FELIPE CORDEIRO usa para fazer divertidas associações com diversos gêneros musicais:

“Aguardente no bom samba canção / uisquinho da bossa nova / caspa do diabo no rock’n’roll / erva do amor no reggae night.

Cultura sintética no drum’n’bass / (rosinha, branquinha, pílula amarela) /cuba libre na salsa peruana / flocos de milho com cerveja no velho punk / lança perfume no carnaval.

A gengibirra no marabaixo / muito tabaco no bolero (essa eu não tolero, essa eu não tolero) / um vinhozinho ou chocolate quente (no tango é bom) / a tequila no merengue (é dessa que eu gosto, é dessa que eu gosto).”

Para quem gosta de beber de variadas fontes vale a pena conferir o trabalho de FELIPE CORDEIRO, um grande nome que esta renovando a música Pop brasileira.

Conheça mais sobre o artista: facebook, twitter, myspace, flickr, website.

Até semana que vem!

Boas melodias!

O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD: TULIPA RUIZ

Queridos amigos leitores, hoje a coluna O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD traz um pouco sobre mais um novo nome da Música Popular Brasileira que esta cada vez mais se destacando no cenário e, mesmo com o pouco tempo de carreira, já cantou com grandes nomes da nossa MPB. Vamos falar um pouco da TULIPA RUIZ.

Nascida em Santos, após um breve período em São Paulo, mudou-se ainda criança para São Lourenço, MG. TULIPA RUIZ é filha de Luiz Chagas, músico da banda Isca de Polícia que acompanhava o saudoso Itamar Assunção. Não precisamos dizer mais nada…

Não há dúvidas que TULIPA RUIZ cresceu sob influência de música da melhor qualidade, o que no futuro a transformaria em uma grande cantora com uma identidade autoral totalmente singular.

De volta a São Paulo, estudando na PUC, participou de diversas bandas e projetos. E foi em uma destas apresentações que foi descoberta pelo jornalista Ronaldo Evangelista que a convidou para um show solo.  As canções foram registradas de forma caseira por seu irmão e publicadas no Myspace. Dava-se então o pontapé inicial para a meteórica carreira de TULIPA RUIZ.

Em 2008 decide sair da Agência de Comunicação em que trabalhava e se dedicar exclusivamente à música compondo, período em que foi convidada para o seu primeiro show de grande porte no Teatro Oficina, recebendo diversos elogios de renomados críticos musicais, dentre eles Nelson Motta, dando uma enorme repercussão ao seu nome.

As coisas foram então acontecendo naturalmente e de forma rápida surgindo em 2010 a oportunidade de gravar seu primeiro disco “Efêmera”.

“Efêmera” como não podia deixar de ser, logo em seu lançamento foi e é um sucesso estrondoso de crítica, sendo elogiado por toda a impressa especializada.

Já em seu primeiro álbum TULIPA RUIZ contou com a participação especial de grandes nomes como Tiê, Anelis Assumpção, Donatinho, Kassin, Thalma de Freitas, Juliana Kehl e Mariana Aydar.

TULIPA RUIZ acompanhada por banda que tem seu pai e seu irmão com integrantes, o guitarrista Gustavo Ruiz, ambos assinando também algumas composições do seu disco de estréia.

EFÊMERA (2010)

1.Efêmera

2.Só Sei Dançar Com Você

3.Dia a Dia, Lado a Lado

4.Às Vezes

5.Sushi

6.Do Amor

7.Pedrinho

8.A Ordem Das Árvores

9.Aqui

10.Da Menina

11.Brocal Dourado

12.Pontual

13.Com Mais de 30

A música título do disco fez parte da trilha sonora do game FIFA 2011.

Além de cantora, TULIPA RUIZ também é ilustradora e assina a capa do disco.

Em 2011 ganhou o Premio Multishow de Música Brasileira na categoria melhor cantora

Genuína MPB de muito bom gosto com pitadas de pop embalada por uma voz afinada capaz de comover e também de fazer dançar. Essa é TULIPA RUIZ, uma grande artista e um nome que ainda será muito evocado no cenário nacional.

Efêmera só no nome do álbum de estréia, TULIPA RUIZ tem uma carreira muito promissora pela frente.

Conheça mais em: facebook, twitter e myspace.

E se você quiser conferir essa linda voz de perto, a cantora se apresentará hoje (25/03/2012) na cidade de São Bernardo do Campo – SP – entrada franca.

Serviço

Parque Municipal Engenheiro Salvador Arena

Av. Caminho do Mar, 2.980

Rudge Ramos

São Bernardo do Campo – SP

17:00hs

Entrada Franca.

Semana que vem tem mais!

Boas melodias!

Fotos: Samuel Esteves e Divulgação

 

O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD: 5 A SECO

Saudações queridos leitores.

Hoje a coluna O QUE ESTÁ ROLANDO NO MEU IPOD traz a vocês um pouco do trabalho de um quinteto que apenas com pouco mais de dois anos de estrada já constrói uma carreira sólida e de muito talento. Vamos falar do 5 A SECO.

O 5 A SECO nasceu da reunião de cinco amigos já tarimbados no meio musical e com solidas carreiras solo como músicos e compositores.

O 5 A SECO é formado por: Vinicius Calderoni (26), Tó Brandileone (24), Leo Bianchini (27), Pedro Altério (23) e Pedro Viáfora (22).

Vinicius Calderoni e Tó Brandilone já lançaram disco solo, o “Trachã” de 2007 e o “Tó Brandilone” de 2008, e são músicos bastante celebrados no cenário da MPB paulistana.

O projeto nasce em 2009 quando o quinteto de amigos resolveu se reunir para uma temporada de apenas quatro shows, no entanto a aceitação do público foi tão grande que o 5 A SECO tornou-se um projeto fixo tocando por todo o país até os dias de hoje.

Como o próprio 5 A SECO se define, o quinteto não é uma banda, mas sim um projeto especial que reúne todo o talento individual de cada músico que o integra. E realmente, quando ouvimos o trabalho do grupo não identificamos uma identidade comum de banda, mas sim uma somatória de estilos e influências confluindo para um resultado magnífico.

Originariamente o 5 A SECO é um quinteto de violonistas e boa parte dos arranjos em suas composições usa esta formação, no entanto seus integrantes se revezam também em outros instrumentos como baixo, guitarra, piano, bateria e percussões.

Um fato que torna o trabalho do 5 A SECO tão interessante é o fato de ser composto por músicos novos pertencentes a uma geração que tem como característica beber de diversas e variadas fontes.

Podemos dizer que o 5 A SECO faz MPB, mas uma MPB que dialoga com o indie rock, o jazz, ritmos regionais, e até mesmo música erudita.

Em entrevista ao portal Colherada Cultural, Vinicius Calderoni afirma que “para falar sobre tudo o que nos influencia precisaríamos de várias páginas de entrevista: vai de Noel Rosa a Los Hermanos, de Luiz Gonzaga a Emicida, de Tom Jobim a Chico César, passando por mais de uma centena de grandes artistas.”

Assim como as mais recentes revelações de sua geração, o 5 A SECO usa a internet como sua principal plataforma de divulgação.

Em junho de 2011 gravou seu primeiro CD/DVD ao vivo em show realizado no Auditório do Ibirapuera em São Paulo que conta com participações especialíssimas de Maria Gadu, Lenine, Chico Cesar, Dani Black e Ivan Lins, e conta com 18 canções de autoria exclusiva de seus integrantes.

O trabalho foi produzido de forma totalmente independente através de captação por financiamento coletivo de fãs pela internet, além de patrocínio do Banco Fator, demonstrando como a internet vem sendo a principal aliada desta nova geração de músicos talentosíssimos.

Este editor é suspeito para falar, pois oriundo do estudo de instrumentos de corda, não tem como ficas fascinado pelo talento do 5 A SECO, mas garanto que vale a pena conferir o excelente trabalho do quinteto.

Conheça mais sobre o 5 A SECO: facebook, twitter, website, e myspace.

Até semana que vem!

Boas melodias!