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RESENHA: 40 ANOS DE “VOL. 4” DO BLACK SABBATH


E então, após o fabuloso “Master of Reality“, de 1972, o Black Sabbath lançava “Vol. 4”. Houve desprezo por críticos na época, mas o álbum alcançou status de ouro em apenas um mês, e foi o quarto lançamento consecutivo da banda a vender um milhão de cópias nos Estados Unidos. Segundo os próprios integrantes, “Vol. 4” – que a princípio chamaria-se “Snowblind“, título de uma das mais significativas canções do disco, devendo muito a cocaína, o que é perceptível ao prestar a atenção na maioria de suas letras. Quanto a sonoridade, é um disco mais experimental, se comparado a seus antecessores.

Wheels of Confusion“, abre o álbum da melhor forma possível. A guitarra melódica e dramática de Tony Iommi, a voz de Ozzy Osbourne extremamente diferente se comparada ao primeiro disco da banda… E, Bill Ward, quando se diz por aí que foi a partir de “Vol. 4” que o álcool e as drogas deixaram de lhe trazer diversão, você pode entender muito bem com “Wheels of Confusion“.

Tomorrow’s Dream” não fica atrás em questão de letra, e muito menos em questão de sonoridade. Em seguida, “Changes“. Música inspirada, principalmente, no divórcio em que Bill Ward enfrentava na época, e talvez, uma das canções mais surpreendentes do álbum. O piano se sobressai, a história da letra envolve, e a voz de Ozzy sintoniza-se perfeitamente com a música. Talvez a primeira canção deveras serena da banda, depois de “Planet Caravan“, que faz parte de “Paranoid“, lançado dois anos antes de “Vol.4“.

FX” é a quarta faixa do disco. Você pode escutá-la e pensar “Mas que porra é “FX“, cara?” “FX” é o eco do crucifixo de Iommi batendo na corda da guitarra, e mais um pouco. Não tem letra, mas faz mais sentido que muita coisa por aí. Ela soa fantástica na vitrola.

Supernaut” fala sobre o sentimento de libertação, tem umas das melhores guitarras do disco, é cheia de rimas e carrega um baixo bastante incrível. Geezer é, verdadeiramente, bom no que faz. Em sua autobiografia, Ozzy Osbourne afirma que pode “realmente provar a cocaína ao ouvir Supernaut“.

Snowblind” é a sexta canção do disco. Vinte segundos depois do segundo minuto da música, vem o melhor solo de guitarra. Escute-a com um bom fone de ouvidos, e saberás.

Você ouve sobre exageros e livre arbítrio em “Cornucopia“. Um belo riff muito bem acompanhado pela bateria de Bill Ward. “Laguna Sunrise” é a oitava faixa de “Vol. 4“. E essa é “só” mais uma obra de arte de Tony Iommi. Mais sentida quando na vitrola. “St. Vitus Dance” pode grudar na sua cabeça e simplesmente ficar lá por um bom tempo. Basicamente, sobre o amor, e suas decepções. O disco se despede com “Under the Sun“. Guitarra pesada do início ao fim, solos incríveis. A letra mais interessante e provocadora do disco, talvez.

Faz 40 anos desde o seu lançamento, e “Vol. 4” não cansa, e jamais cansará. Escute “Vol. 4” no carro, no iPod, e principalmente, na vitrola. Viva Black Sabbath!

RESENHA: SATURN NO ESTÚDIO SETE QUATRO CLUB


Nosso amigo Jefferson Tichovitz, editor e criador do Blog Crônica Líquida está de volta com mais uma resenha de show. Com vocês, os stoners do Saturn no Sete Quatro Club:

Sete Quatro Club. A princípio, uma construção encrustradas no meio do bairro residencial da Vila Guiomar, em Santo André. Ao ver as luzes acesas, peço acesso pelo interfone, e prontamente tenho as portas abertas, passamos pelo Hall com os sanitários, logo temos uma escadaria que nos leva ao bunker no piso superior, onde temos um pub feito de improvisação, sofás antigos e peças de decoração ‘Vintage’ contrastam com guitarras, cartazes de show, ingressos, telas de LCD, vitrolas, peças de bateria e outras coisas estilosas decoram o ambiente. Os anfitriões Du e Pezão me avisam que o show já vai começar: desço um lance de escada quase invisível num canto daquele ambiente, que nos leva para um porão com uma mesa de sinuca, um bar e uma pista onde estão os Bacharéis do Rock: Fernando, Adilson, Vinícius e Jean. Esses são o Saturn. Banda de Stoner Rock seminal de Santo André, que voltando à ativa depois de uns 6 anos, mostram a que vieram! Muito papo com velhos amigos, cerveja e espera ansiosa por aquela apresentação.

Entre as músicas antigas e recém saídas do forno, as melhores foram “Low Frequency” (Stonerzão na ladeira executado por duas vezes),  “NonSense Blues“, “Trouble Maker” e “Hidden Planet” (com direito à solos fritados de Jean e Vini). Essas apresentações (incluindo o post anterior, que pode ser conferido aqui) me mostraram de novo pra que serve o rock. Se divertir e fazer amigos!

Confiram abaixo 2 vídeos desta apresentação:

Low Frequency – Saturn (Ao vivo Sete Quatro Club)
Red Smoke – Saturn (Ao vivo Sete Quatro Club)

RESENHA DE SHOWS: O LIVRO ATA, ATOMIC DUST E MONTANHA


Nosso amigo Jefferson Tichovitz, editor e criador do Blog Crônica Líquida se propôs a realizar coberturas de alguns  shows minimalistas pelo ABC e Grande São Paulo, transformar essa experiência em texto e colaborar com o Monophono, trazendo aos leitores uma maior interação com as bandas envolvidas nestes eventos. Nesta primeira edição, resenha com as bandas O Livro Ata, Atomic Dust e Montanha em Santo André|SP.

Quem gosta de som e anda pelas ruas de Santo André|SP, certamente já passou pelas imediações da Rua Eliza Flaquer, onde se concentram Bares altamente frequentados pelas figuras carimbadas do Rock local, privilegiado pela presença de lojas de roupas voltadas ao estilo rocker e Sk8er: a loja do Maurício Ratto, a da SWAT; onde um dia houve uma escola de música que quase todos nós tivemos passagem, a sucursal de uma das lojas de instrumentos mais prestigiadas de São Paulo, culminando na Lendária Loja METAL DISCOS, propriedade do não menos Lendário JEAN GANTINIS. Guitarrista apaixonado por Metal em todas as suas vertentes, conhecido desde os anos 80 por TODOS os rockeiros do ABC, aproveitando as celebrações do Dia do Rock, montou um palco na rua, em frente à sua loja, e chamou orgulhoso as bandas O Livro Ata, Atomic Dust (esta de seu filho Jimmy), e a sua contribuição correu por conta do Montanha.

Quando cheguei por lá, O Livro Ata já habia terminado sua apresentação, para minha infelicidade, pois admiro muito o som dos caras. Estavam tocando os meninos do Atomic Dust, mandando um rock setentista muito do bom, com formação de Power Trio, assim como pede o figurino, Jimmy assumindo a guitarra e os vocais, mandou seu som com toda propriedade de um cara  de 19 anos que aprendeu direitinho (com o pai) como se faz um Rock n’ Roll de responsa. Em seguida entraram Jean, Vinicius e Sandrão, membros do Montanha que, desfalcados de Marcelo, seu Batera/Vocal, o substituíram com Jimmy, o baterista muito competente do Atomic Dust. Fizeram uma música do Montanha e Duas do Black Sabbath (as nada óbvias “Children of the Grave” e “Snowblind”).

Cento e vinte pessoas. Headbangers de alma, balançando suas cabeças e com muita vontade de rock, me mostravam naquele momento por que sou apaixonado por isso, que transcende as fronteiras de um ritmo, um estilo, um movimento… é uma forma de enxergar o mundo, um jeito de se viver. Terminada a ‘canja’ dos formadores do Montanha, o palco foi aberto para as mais variadas Jam Sessions entre os amigos que ali se encontravam, contando com versões improvisadas para “Seek and Destroy” (Metallica), “Orgasmatron” (Motorhead) e “Raining Blood” (Slayer).

Entre todos estes momentos, conheci gente talentosa, fiz novos amigos e reencontrei antigos com quem ha tempos não trocava uma idéia. No fim, o rock é isso. É a rua, o som, essas atituade ‘do it yourself’ a reunião de amigos cantando em uníssono aquilo que gostam. É bom ter isso na minha cidade para lembrar como tudo começa… mas era justamente só o começo…
Fotos e texto por Jefferson Tichovitz | Blog Crônica Líquida

RESENHA: CIDADÃO INSTIGADO EM SÃO BERNARDO


Domingo, dia 27 de maio. Dois ótimos shows gratuitos. De um lado, Franz Ferdinand acompanhado de The Horrors e We Have Band. Três bandas internacionais que se apresentariam no Cultura Inglesa Festival em São Paulo. Do outro, uma das melhores bandas nacionais (na opinião deste editor), Cidadão Instigado se apresentando em São Bernardo do Campo|SP. Ficamos com a segunda opção por três simples motivos:  Cidadão Instigado é uma das minhas bandas de cabeceira, o show aconteceu no ABC Paulista e por fim, o prestígio de se ver um show nacional com qualidade.

Conforme noticiamos anteriormente aqui, o show aconteceu no Parque Municipal Engenheiro Salvador Arena e teve como banda de abertura os músicos do  Cérebro Eletrônico. Infelizmente chegamos quase no final da apresentação, porém era visível o quanto a banda agradou os presentes. Muitos cantavam em couro músicas como “Desestabelecerei“, “Descência“, “Desquite” e “Sóbrio e Só“, faixas presentes no último álbum do Cérebro Eletrônico intitulado “Deus e o Diabo no Liquidificador“. Uma banda realmente competente e com uma criatividade sonora invejável. Para quem ainda não conhece, clique aqui e ouça o novo disco na íntegra em stream.

Uma pausa de quase 30 minutos antecedeu o show do Cidadão Instigado. Um “apresentador”  que se dizia fazer parte de uma escola de samba e afirmando não conhecer nada de rock, tentava interter os presentes com repetidas piadas sobre futebol, causando constrangimento em muitos, a ponto de criar de última  hora uma promoção sem critério algum, valendo um cd do Cérebro Eletrônico.

Cidadão Instigado no palco. O guitarrista Régis Damasceno não esteve presente neste show e foi substituido pelo talentoso músico Estevan Sinkovitz (Jeneci, Elza Soares, Shut Up and Dance). Alguns problemas técnicos referentes ao som, causados por influências externas, gerou um clima de desconforto entre os músicos. Duas tentativas de execução do single “Doido” falharam. Som corrigido, Fernando Catatau e sua incrível guitarra com sotaque, decide avançar para o segundo som do repertório, apresentando a contagiante “Como as Luzes“, e chamando o público para se aproximar do palco. Dai em diante o show foi perfeito, contando com clássicos atrás de clássicos, mesclando músicas novas com antigas.

Do álbum “E o Método Tufu da Experência” foram apresentados os singles “O Pinto de Peitos”, “O Pobre dos Dentes de Ouro“,  “Os Urubus Só Pensam em Te Comer“, fechando o show após o bis com a música “Calma“. As demais músicas que fizeram parte do repertório, entre elas “Contando Estrelas“, “Radiação“, “Deus é uma Viagem“, “O Nada” e “Escolher pra Quê“, estão presentes no álbum “Uhuuu“.

Ir ao show do Cidadão Instigado é uma experiência única: Um rock psicodélico no qual contrastam referências como Roberto CarlosSantanaPink Floyd e Bee Gees, somados a qualidade profissional dos  músicos, dando vida à arranjos que se embalam na música brasileira contemporânea, cheio de guitarras alucinadas e letras poéticas, cantadas numa voz melódica e inconfundível.

Em tempo: O Cidadão Instigado está com um projeto de crowdfunding no ar desde 09 de setembro de 2011, através do site Sibite. O projeto visa captar fundos para a gravação do quarto álbum da carreira, assim como a produção de um show de lançamento do disco. As recompensas para quem contribuir com cotas para o projeto, vão desde o nome do colaborador nos créditos de agradecimento do site oficial da banda até visitas ao backstage da banda, após o show de lançamento do disco. O encerramento está previsto para dia 31 de julho.

Confiram abaixo a música “Calma“, que fechou a ótima apresentação da banda em São Bernardo do Campo|SP:


Fotos e vídeo por Vinicius Paes
Demais fotos do show podem ser conferidas aqui

FACADA EM CAMPINAS: O JOIO E O TRIGO


O que fazer quando se chega a uma época na qual o interesse por música está intimamente ligado à “conectividade”, ao número de acessos que um tal site lhe possa proporcionar, ao recorrente discurso do “expandir públicos” que mascara concessões covardes que visam propósitos que não os artísticos – o que fazer? O underground, antes a trincheira da resistência dos que não se interessavam por política e sim por arte, agora busca peneirar quem está ali por conta destes facilitadores de oba-oba modernos e quem ali está exclusivamente pela música – pois um show que marque a volta do Facada, peso-pesado do grindcore brasileiro/mundial, à região Sudeste torna-se ainda mais atrativo se reúne bandas com um ideário não-parasitário, um modo de encarar a própria carreira sem muletas e sim baseadas no próprio talento, profunda compreensão de gêneros musicais e bom gosto criativo. Por tais características terem tornado-se tão raras, nossa presença por lá era obrigatória.

Para abrir os trabalhos do rolê, o quarteto death metal Black Coffins. Grupo esse que surgiu com objetivo específico: o resgate de uma sonoridade que poderíamos definir simplesmente como “som sueco”, porém com um alcance um tanto quanto maior – a idéia de fazer algo que contenha um espírito puro, que mergulhe em um real grotesco musical não contaminado pelo horror moderno, distante dessa esterilidade adolescente que chamam “brutal” na música dos anos 2010. Aí então abre-se espaço para abrigar, em prol dessa exata proposta, o d-beat escandinavo, o som da Flórida no início dos anos 90, black metal, Impaled Nazarene… Ao vivo, os quatro ainda demonstram que ali também estão para sangrar com cada acorde.

Logo na seqüência, entra em cena o DER. Uma banda que existe para musicar a brutalidade, para fazer canções que concentrem o caos e o absurdo, porém que o façam expandi-lo de forma quase física em seus concertos, nos quais quatro pessoas promovem o descontrole de um mundo inteiro, assistem a tudo desmoronar e ainda estão prontos para mais destruição. Prestes a completar 15 anos de existência, o quarteto atinge o ponto mais coeso de sua trajetória (cada canção é um bloco incrivelmente massivo), e faz da experiência uma bomba de estilhaços, para alcançar ao vivo níveis de intensidade catárticos dos quais ninguém pode passar incólume. Acredito que, na música mundial, não possa existir concorrência para o DER quando o assunto é pura e maciça violência grindcore – se você conhecer alguma outra formação que no mínimo os possa fazer frente, me avise.

A terceira banda foi uma dupla – o Test, que conta com o batera Barata (que há pouco se apresentara com o DER) e o guitarrista/vocalista João, ex-Are You God?. Não demora muito para que nos instalemos nas quebradeiras freestyle dos dois – uma proposta minimalista sim, até mesmo como presença (afinal, são duas pessoas apenas no palco), mas que preenche com sobras um show, como ali visto: a imprevisibilidade é a tônica, o bom humor também, as quebradas de tempo são ao mesmo tempo improváveis para o gênero o qual abraçaram e indispensáveis à proposta do grupo, e o paroxismo atinge o ápice ao perceber que trata-se de uma proposta extrema, porém tranqüilamente deglutível. E isso, meu caro, é só para quem realmente tem as manhas.

Para encerrar os trabalhos da noite, Facada, que não visitava São Paulo desde 2006 – e a visível empolgação do trio cearense em ali estar ajudou a tornar seu set ainda mais esmagador. Uma noite de rendição aos mais malditos estilos do rock pesado, fechada por um de seus melhores nomes, não poderia ter outro resultado: o clima instaurado entre banda e público apagou qualquer distinção que poderia existir entre os dois, todos ali eram seres movidos por ódios e amores trocando energias, distantes de bobocas chantagens retóricas como “lutar em prol da cena” (tópico este também salientado por James em seu discurso), todos em marcha para o apocalipse. Agora que o conjunto não responde mais por apenas um disco (como naquele show que assisti em 2006), e sim por uma carreira, de dois álbuns e um terceiro já a caminho, vemos, também ao vivo, que o pesadelo niilista de vomitar em tudo e em todos representado por “Indigesto” transmutou-se na criação de uma parede sonora de indiferença e impassibilidade com “O Joio” – o que nos deixa bastante curiosos para conferir a sonoridade que o próximo disco apresentará. O encerramento, com “Tattoo Maniac” do RDP, foi totalmente desencontrado, devido à fúria do trio ali encontrar-se com a exaustão de um show esmigalhante, porém altamente simbólico e apropriado ao evento.

Fotos por: Sinistro Studios

BANDA TEREZA | RESENHA EP “ONÇA” + PROMOÇÃO


No ano passado, a banda carioca Tereza lançou em formato virtual o EP “Onça“, matéria que foi destaque no Monophono e pode ser conferida aqui. No início de 2012, o EP “Onça” é lançado em formato físico e serve de exemplo para intensificar o amor e a seriedade que a música é tratada por seus integrantes. O formato virtual por sí só já era um destaque, que agradou este editor logo na primeira audição. Com produção de Tomás Magno, que já trabalhou com bandas consagradas como  SkankO Rappa, Barão Vermelho, Marisa Monte e Nando Reis, as 3 músicas presentes no EP “Onça” foram gravadas no estúdio Toca do Bandido (RJ) entre julho e setembro de 2011.

Em seu formato físico, a bela arte se une a uma embalagem digipack, que acondiciona o cd com os 3 singles que estarão presentes no full álbum da banda, que também está sendo produzido no estúdio Toca do Bandido (RJ) por Tomás Magno, com previsão de lançamento para o final do primeiro semestre de 2012.

Um misto de música contemporânea moderna, que não cai na mesmisse de muitas bandas nacionais que insistem em copiar a fórmula “moderninha” produzida pelas bandas gringas do mesmo estílo, se funde a backing vocals que remetem a bandas nacionais dos anos 80 como Titãs, somados a guitarras e baixo muito bem trabalhados, aliados a uma bateria que dá um toque tropical brasileiro na maioria das músicas e um vocal talentosíssimo e carismático.

O EP é iniciado pela música “Siris“, que apresenta aos ouvidos iniciantes uma banda Tereza mais dançante e rock and roll, que na sequência já se transforma em um som mais moderno e indie, através da música “Selvagem” que tem como diferencial um teclado que remete a bandas do gênero. É nessa música também que os backing vocals me lembraram muito a banda Titãs no refrão “Momento Selvagem, momento sem fim“. E por fim, a banda fecha o EP com a música “Arariboia” que sem dúvida alguma é a música mais complexa e bem elaborada do disco.

Formado por Mateus Sanches, João Volpi, Sávio Azambuja, Rodrigo Martins e Vinícius Louzada a banda chega com o EP “Onça” que serve como um cartão de visitas que apresenta de forma madura e com muita qualidade o som que os musicos vem produzindo. O novo disco está por vir e pelo que já foi apresentado, é de se esperar um ótimo álbum. Com certeza ainda vamos ouvir falar  muito sobre a banda Tereza.

O EP “Onça” pode ser conferido na íntegra em formato digital através do site da banda, clicando aqui.

PROMOÇÃO VALENDO EP “ONÇA” + CAMISETA DA BANDA TEREZA

Mais uma promoção entrando no ar aqui no Monophono, desta vez em parceria com a banda Tereza. Iremos sortear um kit contendo um EP que a banda acabou de lançar em formato físico, intitulado “Onça” + uma camiseta da banda Tereza.

Para participar é fácil:

Siga no twítter os usuários @BandaTereza e @Monophono. O prêmio só será válido caso o participante estiver seguindo os dois twitters. Feito isso, twitte quantas vezes quiser a frase abaixo:

“Quero ganhar o kit da @BandaTereza pelo site @Monophono http://kingo.to/Z4z“.

O sorteio será realizado no próximo sábado, dia 11 de fevereiro. Boa sorte a todos!

O QUE ESTA ROLANDO NO MEU IPOD: BA BOOM

No segundo release da nossa coluna O QUE ESTA ROLANDO NO MEU IPOD, é com muita satisfação que vou falar desta incrível banda do ABC Paulista chamada  Ba Boom.

Fundada ainda no final da década de 90, o Ba Boom nasceu de uma projeto dos irmãos Cauê Gruber e Raoni Gruber (amigos deste editor de longa data) que dividiam o sonho de fazer SKA com pitadas do ascendente Hardcore que era o hino dos jovens daquela época.

Mais adiante, juntou-se a trupe dos irmãos Ba Boom o musico Buia Kalunga, musico este que o editor desta coluna já teve prazer de dividir palcos enquanto musico da banda QI? na década de 90 .

E a banda foi crescendo e experimentando uma surpreendente evolução musical nos mais de 10 anos de estrada.

Em sua atual formação o Ba Boom é composto por Buia Kalunga (Voz e Percussão), Allan Tijolin (Guitarra e Vocais), Raoni Gruber (Contrabaixo), Feijão Brow (Teclados e Vocai), KS (Bateria), Fão (Trombone), Kiko Bonato (Saxofone Tenor), Bio Bontato (Saxofone Barítono), Guarujá (Percussão) e Bira (Percussão).

E o que era uma simples banda de Skacore, nesses mais de 10 anos de estrada, tornou-se um envolvente caldeirão de ritmos capaz de agradar aos mais exigentes ouvidos.

Pegue a brasilidade do Samba, do Baião e do Maculelê, acrescente uma pitada da latinidade da Salsa, misture a batida do Hip Hop e do Funk com a técnica apurada do Jazz e abuse de toda a vibe do Ragga e Ska. Use toda essa mistura como tempero para letras elaboradas que falam sobre o cotidiano, a voz das ruas, politica e cultura. E após uma grande explosão de sentidos você terá o inconfundível som do Ba Boom.

Umas das características mais marcantes do Ba Boom é a união dos metais (Trombone, Saxofone Tenor, Saxofone Barítono e Trompete) com a competente cozinha formada por bateria e 3 percussionistas como você pode conferir  na musica Odisseia / Ba Ba Boom nesta gravação feita em show realizado n0 Espaço Urucum em abril deste ano.

E se você nunca imaginou uma homenagem à Adoniran Barbosa com a mistura de vários ritmos, o Ba Boom imaginou e colocou em prática em show realizado no Hangar110.

Sobrevivendo de forma independente por tantos anos o Ba Boom sempre encontrou muita dificuldade em obter espaço para divulgação de seu trabalho, fazendo com que os integrantes da banda fundassem a Jangada Cultural, produtora musical que vende os shows da banda, cria o design da banda, produz videos e cuida de todo o marketing da banda.

E foi com essa proposta que o Ba Boom lançou se mais recente single AMIZADE PREVALECE trabalho que mostra a maturidade e o profissionalismo que estes excelentes músicos atingiram ao longo dos anos de trabalho independente.

Este Single composto por duas musicas, “Amizade Prevalece” e “Canção Guerreira“, é uma pequena amostra do excelente trabalho que esta por vir com o lançamento do novo álbum do Ba Boom que esta em processo de gravação em estúdio.

Junto com o lançamento do Single, também produzido pela Jangada Cultural, o Ba Boom lançou o video clipe da musica que da nome ao Single. O video clipe de Amizade Prevalece possui uma fotografia impecável e, sem dúvidas, é o grande exemplo do grau de maturidade da banda.

E foi com este video clipe que o Ba Boom atingiu a primeira grande conquista de muitas que estão por vir com este novo trabalho. Após votação no site da MTV o Ba Boom teve o video clipe de Amizade Prevalece exibido no horário nobre da programação da emissora.

Sem dúvida, apenas o primeiro passo de uma carreira que já é de sucesso.

Confira o video clipe de Amizade Prevalece aqui.

E semana que vem confira na próxima edição da coluna O QUE ESTA ROLANDO NO MEU IPOD entrevista com o pessoal do Ba Boom.

Você pode conferir mais do trabalho dos caras na fanpage do facebook, perfil do twitter e canal no youtube.

Até lá e boas melodias!