UM DIA NA CIDADE DO ROCK | ROCK IN RIO 2011 – PARTE 1


O nosso mais novo colaborador, primo, amigo e leitor do Monophono, Carlos Eduardo, passou um dia na cidade do rock e fez uma ótima resenha com detalhes sobre o show, estrutura, segurança e sobre a cidade maravilhosa. O texto será dividido em duas partes. Confiram abaixo:

Fui convidado pelo pessoal do Monophono a escrever algumas palavras sobre minha experiência naquele que sem dúvidas é o maior festival de musica da America Latina, tanto pelo público gigantesco, como pelo número de dias e bandas que lá tocaram, o Rock in Rio 2011.

E o dia escolhido foi 1 de outubro, como o set programado para o Palco Mundo composto por Frejat, Skank, Maná, Maroon 5 e para fechar a noite o consagrado ColdPlay.

Em razão de horário de vôo, trânsito caótico no Rio e para evitar a espera de horas para conseguir entrar na Cidade do Rock, optamos por sacrificar os shows do Palco Sunset e chegar no show mais tarde, o que garantiu uma entrada rápida e sem transtornos.

Chegamos na arena por volta das 17:30 e já nos posicionamos em um local estratégico enquanto a platéia do Palco Mundo ainda não estava lotada. Lá tivemos a oportunidade e acompanhar pelos telões a segunda parte do show do Zeca Baleiro e o congones Lokua Kanza (sim você leu certo, o cara nasceu no Congo).

O que conseguimos ver foi um show vibrante com grandes sucessos do Zeca Baleiro com algumas pequenas participações de Lokua Kanza que conseguiu levantar também a galera do Palco Mundo que acompanhava tudo pelos telões.

Um show que eu queria muito ter visto inteiro era o do Erasmo Carlos com o Arnaldo Antunes.
  Os shows no Palco Sunset estavam muito atrasados e no Palco Mundo foi possível acompanhar pelo telão apenas a primeira musica desse show que foi então cortado para iniciar-se os trabalhos no Palco Mundo, o que para nós foi interessante pois com muita, mais muita gente mesmo ainda no Palco Sunset, conseguimos chegar bem perto do Palco Mundo.

E o show já começou com o que, pelo menos para mim, foi a maior surpresa da noite, Frejat. Tendo já previamente ouvido algo do ultimo trabalho do Frejat, que não me agradou nada, fui esperando um show bem fraquinho. Pelo bem das mais de 100 mil pessoas presentes ao festival eu estava totalmente enganado.

Em um show curto, com apenas 11 musicas, com muitos covers, Frejat conseguiu fazer uma verdadeira ode ao verdadeiro Rock nacional que teve início nos anos 80 e é bem diferente no pop rock industrializado das bandinhas que vemos hoje ganhando prêmios criados por canais de TV.

Tocando sucessos imortalizados pelo Barão Vermelho na voz de Cazuza (“Exagerado“, “Porque a gente é assim“, “Bete Balanço“), covers de Paralamas do Sucesso (“Caleidoscópio“), Tim Maia (“Réu Confesso” e “Você“), Legião Urbana  (“Ainda é cedo“), Roberto Carlos (“Não vou ficar“), e até Cassia Eller (Malandragem), Frejat conseguiu levantar o público e fazer a multidão cantar em coro.

Ainda houve espaço para hits que foram sucesso já na voz de Frejat (“Puro Êxtase” e “Amor Para Recomeçar“). Em algumas musicas Frejat foi acompanhado pelo seu filho de 14 anos na guitarra e o moleque mandou muito bem. Grande show e publico já aquecido para o resto da noite.

A segunda banda a entrar no Palco Mundo foram os mineiros do Skank. A essa altura, já terminado os shows do Palco Sunset, a platéia do Palco Mundo já era um mar de gente.

O show do Skank foi outra pauleira com um apanhado de grandes sucessos de toda carreira desta banda brasileira veterana. Toda a galera pulo e cantou ao som de hits como “Futebol“, “Esmola“, “É Proibido Fumar“, “Jack Tequila“, “Garota Nacional“, entre outras.

O ponto alto do show foi a participação especial de Negra Li dividindo os vocais com Samuel Rosa na gostosa balada “Ainda gosto dela”.

Cabe aqui uma critica à organização do RIR. Como já tive oportunidade de presenciar em outros shows há mais de 10 anos atrás, sempre que tocam no mesmo palco uma banda nacional e uma internacional, os artistas nacionais são prejudicados de alguma forma em beneficio das atrações internacionais. No show do Frejat , muito embora o alto som que saia dos milhares de alto falantes espalhados pela Arena, o microfone estourava com sons muito graves, prejudicando o show. Talvez em uma tentativa de evitar o problema, o Skank tocou com o som baixo demais, as vezes com a voz do Samuel Rosa sumindo ao ser sobreposta pelo coro da platéia ou com o som do naipe de metais simplesmente sumindo para quem estava na platéia.

Após os mineiros do Skank foi a vez dos mexicanos e vencedores de 3 prêmios Grammy do Maná entrarem no palco com seu pop rock latino da melhor qualidade (detalhe, em homenagem à eles acompanhei todo o festival vestindo a camisa da seleção mexicana de futebol!).

Deu para perceber que a maioria do publico não conhecia o trabalho do Maná, mas mesmo assim, de maneira surpreendente, conseguiram empolgar todo o publico que pulou e dançou a cada musica executada.

Destaque para o baterista Abraham Calleros que é um show a parte. Além de excelente musico, pula e canta o show inteiro, levantando o público.

Hits extremamente trabalhados como “Oye”, “Aire”, “Sol” e o hino “Latinoamerica” estavam presentes no set list.

O momento principal do show ficou com o super hit “Corazon” com a participação especialíssima do brasileiro Andreas Kisser na guitarra solo fazendo as vezes do Santana. Sensacional.

Ao Maná também credito o momento clichê da noite. Durante a ultima musica o vocalista Jose Fernando Fher Olvera trepidou no ar uma bandeira do México que ao ser desenrolada revelou uma bandeira do Brasil junto. E não parou por ai, ainda teve camiseta da seleção brasileira de futebol e bolas sendo chutadas na platéia.

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